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Médico pode atender parente?

Ter um médico na família pode deixar as pessoas mal acostumadas, já que a primeira reação dos parentes é entrar em contato com esse conhecido quando enfrenta algum problema de saúde. Por ser mais rápido, menos burocrático, grátis e uma série de outras justificativas.

Mas será que atender familiares é uma prática permitida na medicina?


Na realidade, atender pessoas da família não é uma prática recomendada pelo CREMESP, porém não há nenhuma norma legal ou ética que impeça que uma criança seja atendida pelos pais no serviço público, por exemplo. A única ressalva é que não pode haver nenhum tipo de privilégio em relação aos demais pacientes.


Mesmo não havendo nenhuma regra sobre esse tema, a recomendação é que esse tipo de prática seja evitada, já que o médico deve manter isenção e tranquilidade para exercer seu trabalho, ou seja, sem que haja qualquer interferência que, de alguma forma, comprometa sua eficiência, como no caso de fatores emocionais.


Apesar dessa orientação, vale lembrar que o médico deve prestar socorro a pacientes em situação de urgência e emergência, pois recusar um primeiro atendimento implica em omissão de socorro. Presume-se, então, que essa regra inclui parentes.


Na psiquiatria, segundo o Parecer/Consulta No. 12.465/16 do CREMESP, “é um ato discricionário do médico assumir o tratamento, concomitante ou não, de pessoas da mesma família, no melhor interesse da saúde de cada um dos pacientes, baseado nas suas respectivas características e aspectos clínicos, sempre guardando o sigilo ético profissional de cada um desses atendimentos e respeitando a totalidade dos outros artigos do Código de Ética Médica”. Ou seja, ao contrário do que muitos pensam, não há restrições quanto ao atendimento de parentes.


Na psicologia, a mesma coisa: o código de ética não proíbe claramente o atendimento de parentes. Porém, segundo alguns profissionais da área, essa conduta deve ser evitada, já que a proximidade entre o profissional e o paciente fora do consultório pode interferir negativamente no sucesso do tratamento.

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