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Médico - paciente: o relacionamento amoroso é permitido?

Você já assistiu a série Grey’s Anatomy? Se você não perdia um capítulo sequer, deve se lembrar da história de amor entre a Dra. Izzie Stevens e o paciente Denny Duquette.

Na dramaturgia brasileira, o relacionamento amoroso entre profissional e paciente também já foi retratado. Na novela Em Família (2014), o personagem Cadu (interpretado por Reynaldo Gianecchini) se aproximou mais da médica que estava tratando do seu problema de coração, Silvia (Bianca Rinaldi). Na ocasião, o programa Mais Você aproveitou o tema e preparou uma matéria que mostrou que tal situação não acontece só na ficção e como alguns profissionais lidavam com o assédio dos pacientes.


Mas aí fica a pergunta: na vida real, o relacionamento amoroso entre médicos e pacientes é permitido?

Na teoria, não. O código de ética diz que nessa situação, o médico deve interromper o tratamento e indicar outro profissional.


Porém, esse tema costuma ser polêmico porque não há consenso. Na visão de alguns profissionais, o envolvimento sentimental entre médico e paciente pode trazer prejuízos para ambos, já que pode afetar o julgamento do profissional em sua visão profissional, prejudicando o diagnóstico e tratamento do paciente. Sendo assim, esse tipo de relacionamento é considerado antiético. Já para outros, não há problema se surgir um romance, desde que nada atrapalhe o tratamento.


Mesmo que haja opiniões divergentes sobre o tema, o que não podemos negar é que se o profissional se utiliza do “lugar de poder” em relação àquele que lhe confiou sua saúde, estará transgredindo o princípio da confiança e da responsabilidade. Portanto, considera-se antiético o relacionamento mesmo que consentido pelo paciente, já que deve ser levado em conta que este se encontra em situação de vulnerabilidade.

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