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Diferença de salários na área da saúde

A diferença salarial entre homens e mulheres é um tema que vem se arrastando ao longo das décadas. Essa diferença está presente em todas as profissões e cargos, inclusive na área da saúde.


Na medicina, segundo uma pesquisa feita pela USP, 27% das mulheres recebem menos que os homens. Além disso, o estudo apontou que homens tem maior chances de ocupar posições de liderança no meio médico.


Ainda segundo o estudo da USP, o número de mulheres na medicina vem aumentando, somando atualmente 57,4% dos médicos até 29 anos. Apesar desse aumento, apenas 2% das mulheres estão na faixa salarial mais alta, enquanto os homens somam 13%.


A pesquisa da USP ressalta, ainda, que as mulheres estão concentradas em especialidades como clínica geral, pediatria, medicina da família, ginecologia e obstetrícia, que pagam menos que as especialidades cirúrgicas (na maioria ocupadas por homens).


A diferença salarial entre os gêneros na medicina não é exclusividade do Brasil. Um estudo britânico apontou que a renda das mulheres representava apenas 89% da renda dos homens. Já nos Estados Unidos, as mulheres recebem 83% da renda dos homens, ambos cumprindo a mesma jornada semanal.


Embora a profissão médica esteja passando por um processo de feminização (mais mulheres do que homens na universidade) e as estatísticas mostrem queda na desigualdade de gênero, a diminuição tem sido lenta e irregular. Estima-se que, nesse ritmo, as diferenças salariais entre homens e mulheres na medicina só serão resolvidas em 2095.

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