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Coaching x Psicologia

Nos últimos anos, um termo em Inglês vem ganhando visibilidade: o coaching. Essa palavra é definida como um processo de desenvolvimento humano, onde o coach (o profissional), atua com base em diversas ciências e técnicas para auxiliar pessoas e empresas a alcançarem metas.


De acordo com a Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC), a busca pelo processo de Coaching tem aumentado cerca de 350% ao ano em todo o mundo.


Em meio a esse crescimento, surge uma questão: O coach está roubando o papel do psicólogo?


Segundo a SLAC, “coaching não tem caráter clínico, nem é indicado para trabalhar transtornos psicológicos ou psiquiátricos. Seus procedimentos são sempre direcionados no presente e futuro, em objetivos específicos, com olhar na solução e não em identificar problemas.”


Ainda assim, alguns psicólogos se sentem incomodados com o crescimento da popularidade do coaching, alegando que não acham justo comparar sua formação adquirida em 5 anos de faculdade com treinamentos que formam coaches em um final de semana.


No meio dessa polêmica, o cidadão sergipano William Menezes enviou ao Senado uma Sugestão Legislativa (por meio da plataforma de participação legislativa e-Cidadania). A sugestão propõe a criminalização da prática de coaching e, como alcançou número suficiente de assinaturas, irá tramitar por uma Comissão do Senado.


Segundo William, se tornada lei, a ideia legislativa “não permitirá o charlatanismo de muitos autointitulados formados sem diploma válido.”


Em março deste ano, o Conselho Federal de Psicologia publicou uma nota orientando os profissionais de psicologia sobre condutas relacionadas à atuação como coach. Segundo Iara Lais Raittz Baratiele Omar (do CRP-PR), o conselho não pode opinar sobre a atuação do coach, já que não se trata de uma profissão da psicologia. Para a conselheira, coach nem é uma profissão, diferente da psicologia, que é regulamentada como profissão da área da saúde.

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