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Ar condicionado em clínicas: cuidados e manutenção

Com um verão rigoroso no Brasil o ar condicionado deixou de ser um mero luxo ou questão de conforto; o aparelho passou a ser um item de saúde, pois equilibra a temperatura corporal e também ajuda a purificar o ar. Pensando nisso, é essencial que as clínicas e consultórios tenham atenção redobrada com a manutenção desses equipamentos, providenciando o reparo logo nos primeiros sinais de mau funcionamento.


Fique atento se o aparelho apresentar alguns dos sinais a seguir e saiba como proceder:

  • Se não ligar: confira o termostato para verificar se não está zerado. Confira também o disjuntor e se constatar problema elétrico, entre em contato imediatamente com um eletricista.

  • Se ligar mas não gelar: abaixe o termostato 5 graus e deixe-o trabalhando nessa temperatura por aproximadamente 1 hora. Após isso, se o ambiente não ficar mais frio, é possível que haja algum vazamento no sistema. Nesse caso, não tente mexer no aparelho, chame um técnico especializado.

  • Se consumir muita energia: provavelmente seja um problema no compressor. Além disso, se o aparelho for muito antigo, pode ser que suas engrenagens puxem energia a mais para tentar compensar o desgaste físico natural que ocorre com o passar do tempo. Sendo assim, a melhor saída é trocar o aparelho.

  • Se exalar odor desagradável: a causa principal é falta de higienização periódica, pois a limpeza do filtro de ar condicionado precisa ser feita pelo menos uma vez por mês. Sujeira, poeira, poluição, fungos e bactérias podem provocar odores desagradáveis e causar alergias. O ideal é lavar o filtro a cada 30 dias e substituí-lo no máximo em 12 meses de uso. Além disso, contrate uma limpeza profunda no aparelho com um técnico especializado anualmente.

Por lei, clínicas, hospitais e demais estabelecimentos de saúde devem possuir um Plano de Manutenção e Controle de sistemas de climatização (PMOC), visando garantir que a purificação do ar tenha efeitos como diminuição da propagação de doenças e riscos de infecções. Além disso, a norma ABNT NBR-7256 indica parâmetros de projeto para cada ambiente hospitalar, divididos em críticos, semicríticos e não críticos, bem com formas de avaliar o controle de temperatura, umidade relativa e contaminação.


Esteja atento aos cuidados a serem tomados durante a elaboração, execução e manutenção de um sistema de condicionamento de ar, pois assim evitará problemas com a fiscalização por parte da ANVISA.


Além de representar prejuízos à saúde, um aparelho de ar condicionado sem a devida manutenção pode acarretar em custo adicional, pois filtros sujos impedem a circulação livre do ar e forçam o aparelho a trabalhar mais, fazendo com que ele consuma mais energia. Para reduzir os gastos com a conta de luz, mantenha os filtros dos aparelhos sempre limpos e priorize modelos com Selo Procel de Economia de Energia. Este selo é uma certificação do Inmetro e atesta a eficiência energética de cada produto.

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